domingo, 2 de junho de 2013

Mudar de Carreira

“Nem sempre é fácil. Mas é possível e gratificante transformar uma paixão em negócio.”
É assim que inicia a reportagem no Boa Chance do jornal O Globo do dia 17/02/2013. Conta a história de três profissionais que mudaram suas carreiras em busca de sua paixão. Cita uma psicóloga que tinha um amor pela música mas na hora de fazer o vestibular optou pela Psicologia. Trabalhou como gerente de RH e há 06 anos retomou a música. A outra é de um engenheiro de Furnas que foi atrás de seu sonho em trabalhar com vinho. E por último é a estudante de Desenho Industrial que descobriu seu talento para ser maquiadora.
Essas histórias me fazem pensar em algumas questões. Uma é que as preocupações com a escolha não são pertinentes somente ao período da adolescência, ultrapassam outros momentos da trajetória do sujeito. Pesquisa realizada pela USP cita que 44,5% dos alunos abandonam o curso no ensino superior e aponta como principais causas pressões dos pais, falta de informação da faculdade e sobre o mercado de trabalho.
Outro ponto é que a escolha profissional pode não ser uma decisão definitiva, pode não ser para vida toda. Pode-se repensá-la.
Nessas três histórias, dois pontos em comum. O primeiro de que a decisão não é fácil de ser tomada e o segundo de que é preciso estudar, pesquisar e se preparar. Falam que mesmo trabalhando com o que se gosta o caminho não é fácil. É preciso paciência para colher resultados e suportar as instabilidades que toda profissão atravessa.
E para finalizar transcrevo uma passagem da fala de cada um:
“Não foi uma decisão fácil, porque eu saí da minha zona de conforto. E tive dificuldade também para ter apoio das pessoas mais próximas, não é fácil para os outros entenderem uma decisão dessas.” (Márcia)

“Estou começando a colher resultados. Mas é um investimento pesado e uma luta diária. Por mais planejamento que se faça, tem muitas coisas que você não prevê, outras coisas que você não sabe e vai aprendendo.” (Luiz Carlos)


“Hoje não existe mais aquela história de que só médico ou advogado é que ganham dinheiro. É muito possível ser bem-sucedido fazendo o que se gosta, mas, para isso, é preciso se especializar e estudar.” (Raphaella)

segunda-feira, 27 de maio de 2013

Dia Do Profissional de Letras

Imagem retirada de http://www.olacocorderosa.com

No dia 21 de Maio foi o aniversário do profissional de Letras e como prometido, trago hoje o depoimento de Fabíola Xavier.
Chama atenção os desafios que eles enfrentam por não estar no rol dos cursos mais procurados ou os “bem vistos” ou os “melhores”.
Achei interessante sua colocação em que um curso que inicialmente parece de acesso fácil acaba “eliminando”, por exigir do aluno intensa dedicação e comprometimento com trabalhos, leituras, etc.
Descreve o que o curso oferece de apaixonante aos apaixonados pela arte, cultura e literatura. Destaca a possibilidade do “não aprender” e sim, “refletir” as gramáticas e linguagens.
"O primeiro desafio para um profissional de Letras é a própria família. Por que fazer um curso com um candidato/vaga tão baixo se você pode passar em um curso “melhor”. Meu pai, ao invés de dar os parabéns, ficou pensando no que falaria para a família “bem, você está fazendo o que gosta pelo menos”. Apesar dessas questões, fiz Letras Português/Inglês porque quis, porque descobri, ainda quando me preparava para o vestibular, que esse curso unia tudo que sempre gostei na escola: literatura, linguagem, criatividade, um pouco de historia e muiiiiita coisa interessante pra ler e escrever.
O que eu realmente não esperava e que eu fosse gostar de TUDO. Digo “tudo” porque dentro de Letras se estudam coisas muito diversas, até opostas, como literaturas diversas (inglesa, portuguesa, americana, brasileira, além das teorias literárias), um pouco de Latim e Grego, e, pro incrível que pareça, a gente não aprende gramática: refletimos as gramáticas, refletimos sobre a língua que falamos e a sociedade que vivemos. No entanto, nem todos gostam de tudo como eu (sempre há uma rusga entre linguística e literatura), mas, em cada desafio, sentimos o um preenchimento tamanho depois da tarefa cumprida, e podemos nos exibir com nossos conhecimentos fonéticos, morfológicos, históricos, sintáticos e, também, literários. Daí, aqueles que entraram em letras pelo candidato/vaga baixo são eliminados naturalmente pela quantidade de trabalhos, livros pra ler, de apresentações, regras da ABNT.
Apesar de ser um curso voltado para professores, muitos colegas trabalham com tradução (poucos), secretariado bilíngue ou, simplesmente, desistiram da área por não se satisfazer com o salario não muito alto. A questão verdadeira é essa: comparado com outras profissões talvez você nunca ganhe equiparadamente, mesmo estudando muito mais. Comparado com outras áreas, você terá de disputar a tapa pouquíssimas boas vagas (isso com mestrado e pensando em doutorado).
Logo se vê o amor inerente a cultura, arte, bem-estar e aprendizado que está vinculado aos que se entregam a essa profissão: somos apaixonados por linguagem, movidos por análises dos discursos e viciados em interação humana. Nossas memórias afetivas se dividem entre os bons momentos com os colegas e os ótimos livros que mudaram nossa visão de mundo, dentre estruturas e provas impossíveis. Ademais, num bom curso de letras, você aprende bem a analisar a linguagem alheia de forma bastante eficaz! (então cuidado, namoros nunca mais serão os mesmos!)"

Fabíola Xavier Garcia Silva
Cursei Letras Português/ Inglês na UFRJ
Trabalho na rede municipal do Rio de Janeiro como professora de inglês e ministro aulas particulares.


domingo, 19 de maio de 2013

Dia do Assistente Social

Dia 15 de maio foi o dia do Assistente Social e mais uma vez posto depoimento de uma apaixonada pela profissão, apesar de todas as dificuldades. Acho interessante em sua colocação que com o tempo aprendeu a gostar e a entender aquilo que faz. Como também esclarece o papel do assistente que está sempre sujeito a interpretações enganosas e muitas vezes preconceituosas sobre suas atividades. 
Acredito que na maioria dos casos esse estado idílico surge de forma gradativa, mas algumas pessoas criam uma expectativa de se apaixonar a primeira vista e desistem acreditando que fizeram a opção errada. Nesse momento é preciso cautela e em alguns casos buscar ajuda para esclarecer essas questões.
A partir desse mês estarei publicando no dia do aniversário de cada profissão, depoimento de pessoas falando sobre sua relação com sua carreira.


"E hoje é o meu dia! Dia do Assistente Social! Porque é a comemoração da profissão que eu escolhi pra minha vida! Não foi aquela escolha que fazemos quando criança (até porque acho que nenhuma criança responderia isso para aquela velha pergunta: "O que você quer ser quando crescer?!"), claro que não. Mas foi a profissão que eu aprendi a escolher pra mim.
No começo da faculdade eu me pegava perguntado "que diabos eu estou fazendo aqui?!” e “me sentia muito perdida quando me perguntavam: “o que faz uma Assistente Social?!”... mas o tempo foi passando, e eu comecei a ver que tudo aquilo fazia sentido. Mais que isso, tudo aquilo ali era o sentido do qual as pessoas não conheciam, principalmente aquelas que mais necessitam de seus direitos garantidos...
E a cada situação vivenciada, a cada barreira derrubada ia crescendo um orgulho maior de dizer, sim eu sou Assistente Social!
E começaram a vir às respostas: "Não eu não entrego apenas cesta básica" "não, eu não informo óbito" "não, eu não dou Bolsa Família" "E NÃO, eu não roubo criancinhas na maternidade" (entendeu Glória Perez?!)...
Ah, mas como seria fácil se nossos problemas fossem apenas "a visão errada do que é a profissão". Vai muito além disso. Passa pelas condições de trabalho, pela realidade vivenciada, pela desvalorização salarial, pelo desgaste físico, psicológico e emocional... vemos cara a cara muito além do que o Jornal Nacional e o Fantástico mostram como matérias chocantes! E como é difícil separar o profissional do pessoal... coloco minha mão no fogo como pelo menos uma vez, todas as Assistentes Sociais que conheço já voltaram pra casa pensando em alguma família que foi atendida naquele dia...
Mas não pense você que é só tristeza, acredito que o "sofrimento" é proporcional a gratificação! Como é bom ver as mudanças possíveis em famílias apenas com a garantia de seus direitos básicos, ver que através do seu trabalho a realidade está mudando, e que você fez e faz a diferença onde você está!
E a luta?! Continua dia-a-dia!" 

Bruna Gomes Chung Nin – Assistente Social - Formada pela Universidade Federal Fluminense e trabalha na Prefeitura de Nova Iguaçu


terça-feira, 9 de abril de 2013

Amor à Profissão


Dia 07 de abril foi o dia do Jornalista. Para homenagear essa profissão tão bonita e importante vou postar um depoimento do futuro jornalista Lucas Salomão de Oliveira. Declaração bonita, sincera e apaixonada por sua profissão e que tem a ver com tudo que venho falando da importância do amor pelo que se faz mesmo com todas as dificuldades.
Ele descreve todas as incertezas que a profissão oferece, desde a falta de rotina como também a imprevisibilidade do seu dia. Faz um alerta para que o jovem não se deixe seduzir pelo poder e pelo dinheiro e convoca a todos a um namoro diário por sua profissão. Acrescento que esse estado de amor se estende a qualquer profissão.
“Nunca tive tanta certeza de algo quanto tenho de que amo o que faço e que minhas escolhas valeram cada sacrifício que fiz. Sim, porque faz parte da profissão do jornalista abrir mão. O jornalista é um ser diferente. Utópico. Ainda bem que somos assim. A vontade de mudar o mundo faz parte de nossa essência e é a base de tudo o que nos propomos a fazer. É dessas profissões que você não escolhe. Você é. Nasce assim. Não adianta ir contra. E a beleza do jornalismo é justamente esta: nós somos, nós vivemos e nós amamos (ou devemos amar) o que fazemos. Jornalista ama a rotina louca de não ter rotina alguma. Gosta de sair de casa e não saber o que o espera em seu dia. Jornalista que se preza quer aprender tudo, todos os dias. Tem quem fale que nós somos prepotentes, que “achamos que sabemos tudo”. Para mim, quem acha que sabe tudo, não sabe nada. Devemos, sim, querer aprender tudo o que pudermos. Buscar sempre sermos os melhores. Porque ser o melhor que pudermos ser significa ser um bem para a sociedade. A nossa profissão se baseia nisso: somos os olhos e os ouvidos de um povo cada vez mais exigente e desejoso de participar da decisão dos rumos do nosso país. E isso passa por um jornalismo sério. Que se modifica, mas tem que se reinventar. Sempre. Jornalista, apaixone-se todos os dias por sua profissão. Não deixe que os grandes detentores do poder mudem as suas convicções, o seu caráter e sua dignidade. Lembre-se de sua responsabilidade e do porque você escolheu o jornalismo. Ou do porque você aceitou a escolha do jornalismo por você. Vamos em frente. Lutemos por nossa profissão! Feliz dia do jornalista para todos os colegas.”
Lucas Salomão de Oliveira - Estudante de Jornalismo do Centro Universitário de Brasilia - UniCEUB e estagiário da Tv Globo Brasília

terça-feira, 26 de março de 2013

Áreas Promissoras - Comércio Exterior

Hoje vamos saber um pouco sobre Comércio Exterior, que é mais uma das áreas promissoras. 
Boa leitura!
Retirado na íntegra de: http://www.catho.com.br/carreira-sucesso/noticias/serie-areas-promissoras-2013-comercio-exterior#.US_K_Wcevec.email

Série Áreas Promissoras 2013: Comércio Exterior
Autor: Samara Teixeira

A área de Comércio Exterior está ampliando suas operações, as indústrias brasileiras estão ampliando e renovando os seus ativos fixos ou bens de capital para serem competitivas no mercado nacional. Com isso a demanda na importação de maquinários e ferramentas terá um índice elevado em relação a 2012. Segundo dados da Catho, o número de vagas do setor estão promissores, sendo que a oferta em 2010 chegou a 82%, com uma reduzida em 2011 chegando a -11%, e em 2012 ocorreu uma retomada, e o índice de oportunidades chegou a 30%.
Esta movimentação tem relação com os constantes investimentos estrangeiros no país. “O mercado chinês tem forte presença aqui no Brasil, e mesmo com medidas de defesa comercial, houve um crescimento considerável nas importações de produtos oriundos da China. Em 2013 a tendência é continuar em crescimento as compras de origem chinesa”, explica Yooko Suyama, colaboradora da Haidar – empresa de comércio exterior.
Segundo Severiano Alvarenga Imperial, presidente do Sindicato de Comércio de Exportação e Importação do Espírito Santo (Sindiex), espera-se um bom aquecimento na balança comercial brasileira com a retomada do crescimento econômico mais forte dos Estados Unidos, da China e da Argentina, que são os três mais importantes parceiros comerciais do Brasil. “Isso porque com o aumento da demanda desses países por produtos, o setor produtivo nacional tende a ser beneficiado com o incremento das exportações, gerando emprego e renda. As estimativas do Governo Federal para este ano são de que o Produto Interno Bruto (PIB) alcançará pelo menos 3%, e as vendas ao exterior poderão chegar a U$268 bilhões”, aponta.

Mão de obra especializada
O crescente destaque do setor é resultado de ações como redução de juros e a recuperação da defasagem cambial. Com a alta demanda, a necessidade de mão de obra qualificada torna-se imprescindível. “Simultaneamente ao crescimento do setor de comércio exterior, cresce também a demanda de profissionais qualificados na área para atender as empresas. E para suprir essa demanda, o profissional precisa estar atualizado com o mercado, com a legislação e o melhor caminho são os cursos de pós-graduação e as experiências de mercado”, explica o presidente do Sindiex.
Para Yooko Suyama, em algumas oportunidades é necessário o domínio falado e escrito no idioma inglês. “Em termos de características, é necessário ser ágil e dinâmico, proativo, ter flexibilidade, facilidade de contato, espírito de equipe e saber ouvir orientações e críticas”, enfatiza a colaborada da Haidar Comex.
Ainda segundo Severiano apesar da crise internacional entre os anos de 2008 e 2009, que afetou muito a balança comercial brasileira, comércio exterior continuou sendo uma excelente opção para quem busca uma carreira dinâmica. “Para ter sucesso é necessário conhecimento diferenciado. É preciso ter uma visão global da economia, entender de logística de transportes, falar mais de um idioma e se capacitar nos procedimentos alfandegários, além de conhecer a legislação aduaneira”, resume o presidente.

sábado, 16 de março de 2013

Áreas Promissoras - Hotelaria e Turismo

Hoje vamos saber um pouco sobre Hotelaria e Turismo, que é uma das áreas promissoras. Boa leitura!
Retirado na íntegra de: http://www.catho.com.br/carreira-sucesso/noticias/serie-areas-promissoras-2013-hotelaria-e-turismo#.US_LnxbeRWU.email
Série Áreas Promissoras 2013: Hotelaria e Turismo
Autor: Caio Luer

Os megaeventos esportivos de Copa do Mundo e Olimpíadas que acontecerão no Brasil nos próximos anos já impactam no número de vagas disponíveis no mercado. De acordo com o banco de dados da Catho, o número de oportunidades em Turismo e Hotelaria cresceu 43% de 2011 para 2012.

A capacitação profissional já é bastante exigida, e o nível de atendimento e realização de eventos deverá ter uma grande evolução. Neste contexto, os campos de eventos e gastronomia surgem como promissores, juntamente com o planejamento em marketing, por conta da estrutura que deverá ser montada pela grande demanda que existirá em diversas cidades do país.
“Chef de cozinha, bartender e coordenador de eventos são atividades muito demandadas. Em toda a área temos que qualificar, atualizar e aperfeiçoar minimamente 300 mil pessoas nos próximos 18 meses”, aponta  o Prof. Celso dos Santos Silva, consultor da Associação Brasileira de Gastronomia, Hospedagem e Turismo (Abresi) e Confederação Nacional do Turismo (CNTur).

Amadurecimento do setor

A estabilidade da economia do país faz com que o brasileiro procure a viagem como opção de lazer como nunca ocorreu. Com isto, as empresas precisam oferecer um serviço de qualidade para combater a concorrência. O foco principal é a profissionalização e, neste contexto, o agenciamento de viagens e a hotelaria vêm se destacando.
“Dentro do agenciamento, a área comercial ganha destaque, não só por trazer clientes em busca de viagens como entretenimento, mas também por aumentar o número de viagens corporativas”, explica Raquel Patti, coordenadora de cursos da Associação Brasileira de Agências de Viagens de São Paulo (ABAV/SP). Para ela, existe uma escassez de mão de obra qualificada, e o profissional que se prepara sai na frente da concorrência.

Qualificação de profissionais

O setor cresce, porém o número de profissionais aptos a desempenharem as funções ainda não acompanha esta aceleração. O Brasil tem uma deficiência grande no que diz respeito a atendimento a turistas, por exemplo.
“Nosso trabalho está totalmente voltado para o público. Precisamos saber entendê-lo e direcionar o trabalho para o atendimento com a maior qualidade possível, pois é o que mais nosso cliente preza em uma situação de viagem ou entretenimento”, conta Mônica Schiashciopresidente daAssociação Brasileira dos Bacharéis em Turismo (ABBTUR), de São Paulo. De acordo com Mônica, o Turismo ainda está se consolidando no país em relação à profissionalização de pessoal e se os formandos, daqui para frente, tiverem espírito inovador, terão grandes chances de se destacar.
Já para Raquel Patti, a educação de base (ensinos fundamental e médio) deficitária ainda é o maior problema. “Me deparo com muitas pessoas que pretendem entrar no setor e que conhecem pouco de geografia, por exemplo. Já na universidade, vejo a falta de integração do conhecimento acadêmico com a vida prática do profissional”, completa.
Fonte: Série Áreas Promissoras 2013: Hotelaria e Turismo | Portal Carreira & Sucesso 

domingo, 10 de março de 2013

Áreas Promissoras - Construção Civil

Como prometi, hoje estarei postando a reportagem sobre Construção Civil.
Série Áreas Promissoras 2013: Construção Civil
Autor: Samara Teixeira
O setor de Construção Civil possui a seu favor a crescente demanda de investimentos econômicos, assim como os grandes eventos esportivos e de entretenimento que aportarão no Brasil nos próximos anos. O crescimento de vagas do setor nos últimos três anos apresentou números discrepantes, por conta dos “booms” da construção civil.
Segundo dados da Catho o ano de 2010 foi o mais rentável em oportunidades com um índice de 107% de crescimento, já em 2011 este índice chegou ao negativo com uma taxa de -10% e 2012 ocorreu uma retomada com 28% de crescimento.
A indústria da Construção Civil foi uma das áreas que mais cresceu nos últimos anos. Os programas voltados especificamente para a habitação e a realização de grandes obras em prol do desenvolvimento do país aqueceram o mercado, gerando vagas de empregos em diversas áreas como produção, vendas e comércio de materiais. Desde 2009, o setor tem experimentado um forte avanço. “2012 foi um ano de estabilidade e de adequação do mercado. A continuidade de Programas como o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) o ‘Minha Casa, Minha Vida’, e a oferta de crédito mais barato são os pilares que garantem o desenvolvimento econômico”, afirma Murilo Celso Pinheiro, presidente da Federação Nacional dos Engenheiros.
Ainda segundo o presidente da Federação, a previsão é de que o crescimento do setor no Brasil deve manter em 2013 o mesmo ritmo registrado no ano passado e crescer 4%. “Como o governo sinaliza que quer manter os grandes investimentos, se espera que o setor se recupere este ano”, aponta.
De acordo com o presidente do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia de São Paulo (CREA- SP), o engenheiro civil Francisco Kurimori, o Brasil está em processo de crescimento, e para que haja o desenvolvimento tem que haver a participação dos profissionais da área tecnológica. “Por isso, nós podemos dizer que o país se transformou em um sinônimo de futuro promissor para os engenheiros. Segundo a Unesco, o Brasil tem seis engenheiros para cada mil habitantes”, enfatiza Kurimori.

Mão de obra especializada
Existe uma demanda positiva de engenheiros civis, mas é preciso investir em qualificação e atualização profissional, além de oferecer boas condições de trabalho e remuneração adequada. “O risco de falta de mão de obra qualificada, em especial na área da engenharia, deve ser enfrentado pelo País e envolver governo, iniciativa privada e entidades de classe. O Sindicato dos Engenheiros no Estado de São Paulo (SEESP), com apoio da Federação Nacional dos Engenheiros (FNE), decidiu dar a sua contribuição nesse sentido e criou o Isitec – Instituto Superior de Inovação e Tecnologia -, que atualmente passa por processo de credenciamento junto ao Ministério da Educação, e deve abrir a primeira turma do curso de Engenharia de Inovação no segundo semestre deste ano” explica Murilo.
O Brasil não deve competência a outros países, tanto que muitos engenheiros civis estão no exterior, e essa é uma oportunidade de trazê-los de volta. “Temos excelentes escolas e profissionais. Dizem que poderemos ter um apagão de mão de obra e que por isso temos que aceitar os profissionais estrangeiros que estão invadindo o Brasil, com isso, estamos buscando com outras entidades de classe e com o governo a mudança deste fluxo de engenheiros estrangeiros”, ressalta Francisco Kurimori.

Perfil do Engenheiro Civil
O Engenheiro Civil precisa sempre estar atento aos reflexos sociais e ambientais dos seus atos e deve encontrar soluções que sejam adequadas e plenamente alinhadas do ponto de vista político, econômico, social e ecológico. Além de atuar no projeto e construção de novas obras, o engenheiro civil também atua ampliando e modernizando estruturas já existentes. “O profissional exerce um papel fundamental para que os principais recursos da natureza sejam transformados, adaptados e aplicados para o uso ou conveniência do homem”, explica Murilo.
Segundo Kurimori, os engenheiros não são obviamente os únicos profissionais necessários para as atividades de inovação e, quanto mais a relação ciência-indústria avança, diversos outros perfis são requeridos para dar sustentação ao desenvolvimento tecnológico.
Um profissional da engenharia civil pode atuar em diversas áreas como, por exemplo, hidráulica, logística, civil e elétrica. “A carreira está cada dia mais em ascensão e oferece várias oportunidades”, enfatiza Murilo.
“O salário do engenheiro é diferenciado, mas, o que vejo como algo importante a ser considerado é que o Engenheiro Civil, como os outros engenheiros, contam sempre com o reconhecimento da sociedade. Somos profissionais que trabalham pelo bem estar e pela segurança da sociedade. Isso dá, ao engenheiro, um tratamento especial”, finaliza Francisco Kurimori.

segunda-feira, 4 de março de 2013

Áreas Promissoras - Telecomunicações

Pesquisando no portal Carreira e Sucesso, li um artigo no dia 18.01.2013 sobre áreas promissoras para os próximos anos.
Vale a pena conhecer as profissões que estão em destaque no mercado, não esquecendo que devem estar atreladas aos seus anseios.
Hoje vou postar sobre Telecomunicações. A cada semana estarei compartilhando com vocês uma nova área.

Retirado na íntegra do site:
Autor: Caio Lauer
A sociedade cada vez mais conectada e a necessidade de troca contínua de informações e absorção de conhecimento fazem com que a área de Telecomunicações cresça cada vez mais. Um levantamento feito através do banco de dados da Catho aponta que o setor cresceu 93% de 2011 para 2012. A promessa é que para este ano o cenário não se altere, e itens tecnológicos como os smartphones e tablets impulsionem a área e estimulem a criação de novos postos de trabalho.
Segundo levantamento mundial de uma associação do setor, a CEA (Consumer Electronics Association), em parceria com a empresa GFK, o destaque em vendas para 2013 ficará com aparelhos de tecnologia mobile, que devem ter um avanço de 22% a 25%. “A banda larga, e principalmente a tecnologia móvel, crescem ano a ano. A quantidade de unidades físicas do setor de Telecom cresce muito, o que mobiliza a implantação de equipamentos dentro de centrais telefônicas e nas ruas, como antenas de celular e a implementação de cabos de fibra óptica”, explica Eduardo Levy, diretor executivo da Federação Brasileira de Telecomunicações (Febratel).
O grande motor do crescimento em Telecom é a banda larga móvel. Hoje, muitos usuários têm acesso fácil a smartphones, algo inimaginável há poucos anos. Segundo Levy, 50% de toda a banda larga do Brasil tem apenas 1 ano e meio de idade, e já são 90 milhões de clientes.
Assim, o volume de pessoas atuantes em Telecomunicações cresce, e a qualificação destes profissionais deve acompanhar o crescimento do setor. “As empresas estão gastando recursos extraordinários na preparação de seus funcionários. O governo e as universidades particulares ainda não oferecem tanto preparo para a área técnica”, aponta o diretor da Febratel.
A preocupação no preparo de mão de obra é tão grande que a Febratel firmou recentemente um convênio com o Ministério do Trabalho e Emprego para desenvolvimento de 22 mil pessoas no quadro básico em Telecom, além de assinar um convênio com o Ministério da Educação para treinar mais de 26 mil profissionais.

Profissionais em destaque
Dentro deste contexto, existem atualmente profissionais valorizados e que são fundamentais para a evolução do setor:
Engenheiro de Telecomunicações – Desenvolve e implanta redes. Com sólida formação na área elétrica e eletrônica, cria, planeja e constrói aparelhos e equipamentos utilizados nas telecomunicações e dá manutenção aos sistemas e redes implantados. Cuida de cabeamentos aéreos e subterrâneos, satélites artificiais, centrais de transmissão, captação, codificação e retransmissão de sinais.
Técnico em Telecomunicações – Atua na instalação, manutenção e aceitação de sistemas de telecomunicações, incluindo: redes de computadores, sistemas de radiodifusão, televisão analógica ou digital, telefonia fixa e móvel, comunicação de dados, comunicação via satélite, comunicação óptica e radiocomunicação.
“A engenharia passa a ter uma importância mais ampla uma vez que é a base para a Internet. Já os técnicos se destacam pela necessidade da instalação de redes de comunicação em residências”, comenta Eduardo Tude, presidente da Teleco Consultoria. 

Fonte: Série Áreas Promissoras 2013: Telecomunicações | Portal Carreira & Sucesso

sábado, 23 de fevereiro de 2013

O Mais Importante é Classificar?


Imagem retirada de G1
O mais importante é classificar?
Como venho expondo aqui no blog, o momento da escolha profissional é sempre difícil e angustiante. Alguns com pouca maturidade escolhem por carreiras sem reflexão e sem informação. 
Retorno a esse assunto após ter lido uma reportagem do jornal O Globo, do dia 11/01/2013, que me despertou preocupação. Apesar de já ter se passado um mês, e as escolhas já terem sido realizadas, venho deixar o meu alerta para jovens e pais. 
O artigo aborda que após as notas de corte do Sisu serem publicadas, muitos alunos abriram mão de suas escolhas, seus sonhos e desejos com a única intenção de entrar numa universidade. Para tanto optam por um curso em que a nota de corte é mais fácil de ser atingida. Há uma urgência para entrar na faculdade! Que pressa é essa? 
Claro que é muito importante entrar para faculdade, mas de que maneira? Parece-me que a preocupação não é o que fazer. É entrar mesmo que depois alguns desistam ou vivam frustrados com o que fazem. 
Fiquei surpresa ainda com a orientação do Ministro da Educação, Aloizio Mercadante, incentivando-os a realizarem trocas para fins de classificação. Recomendou que quem estivesse muito abaixo à nota de corte, procurasse outras opções. O importante é classificar? 
Concordo com o diretor pedagógico do Colégio QI, Ricardo Camelier que recomenda cautela para não se abrir mão do curso desejado, principalmente para aqueles que estão pela primeira vez tentando o vestibular. 
Finalizando, chamo atenção para esse momento do vestibular! Para que fiquem atentos aos anseios da sociedade, família e amigos que valorizam o entrar na faculdade sejam qual for, o classificar seja como for, a profissão que dá dinheiro ou que todos escolhem e que está na moda.

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

Verbo Ser


Amigos e leitores do blog,
Depois de umas “férias” estou de volta iniciando o ano de 2013 com um belo poema de Carlos Drummond de Andrade e que tem tudo a ver com o que temos refletido.

Verbo Ser
Que vai ser quando crescer?
Vivem perguntando em redor. Que é ser? 
É ter um corpo, um jeito, um nome? 
Tenho os três. E sou? 
Tenho de mudar quando crescer? Usar outro nome, corpo e jeito? 
Ou a gente só principia a ser quando cresce? 
É terrível, ser? Dói? É bom? É triste? 
Ser; pronunciado tão depressa, e cabe tantas coisas? 
Repito: Ser, Ser, Ser. Er. R. 
Que vou ser quando crescer? 
Sou obrigado a? Posso escolher? 
Não dá para entender. Não vou ser. 
Vou crescer assim mesmo. 
Sem ser Esquecer.

domingo, 4 de novembro de 2012

Sonhos - O que Você Quer Ser Quando Crescer?

Comentário sobre o vídeo de Deivison Pedroza
Outro dia, uma amiga compartilhou em seu facebook o vídeo do Deivison Pedroza e resolvi postá-lo no meu blog. Muito bom! Aproveito para trocar algumas impressões.
Chamou-me a atenção o fato de ele dizer que quando criança tudo o que se deseja parece simples, mesmo aquilo que se ache impossível. Ao crescer, esses podem tornar-se realidade ou permanecerem como sonho. Tudo depende da resposta a uma pergunta: “O que eu quero ser quando crescer?”.
Concordo com ele que essa indagação é o ponto de partida para construção do futuro e ressalto sobre a importância desse momento, da forma que deve ser realizada, da necessidade de começar a alinhavar um projeto de vida.  Pensar como querer ser no futuro mesmo que essa “costura” sejam com linhas tênues.
Ele destaca a necessidade de fazer o que se gosta e não apenas aquilo que traz retorno financeiro, de fazer com amor e ser o melhor naquilo que se faz. A remuneração será consequência de seus esforços, não de uma forma mágica e sim do começando do zero, fazendo de tudo, experimentando o novo, permitindo erros.
Achei interessante quando ele fala que a concretização de seus desejos é uma busca diária. Realmente, a busca daquilo que se deseja não é fácil. Apostar no desejo e sustentá-lo é uma tarefa árdua. Algumas pessoas imaginam que quando se faz o que gosta, vai viver num mundo sem sofrimento e esforços. A sustentação é no dia-a-dia e que muitas vezes leva o sujeito a pensar que fez escolhas erradas.  
E no final ele diz “quando tudo parecer difícil volte a ser criança e responda: O que quero ser quando crescer?”. Penso que o recomeço é o que torna tudo possível e nós somos responsáveis pelo nosso destino.
Vamos ao vídeo!
“Tudo é loucura ou sonho no começo. Nada do que o homem fez no mundo teve início de outra maneira, mas já tantos sonhos se realizaram que não temos o direito de duvidar de nenhum.”
Monteiro Lobato

quinta-feira, 18 de outubro de 2012

Sobre o Evento "A Família e o Vestibular"


No dia 21 de setembro foi realizado o evento “A Família e o Vestibular”, que aproveito para deixar registradas a importância e satisfação de ter proporcionado esse momento.
As discussões levantadas geraram boas reflexões. O grupo, bastante heterogêneo, cada um com sua experiência, todos como sujeito revivendo suas experiências pessoais e profissionais.
No decorrer do encontro apresentei recortes do filme “Sociedade dos Poetas Mortos”, que relata a história de um professor de poesia em uma escola preparatória para jovens na qual predominam valores conservadores, e onde os inspiram a buscar suas paixões.
A estabilidade financeira e o desejo dos pais foram questões que predominaram no debate e que atravessam com constância o momento da escolha profissional e muito bem abordado no filme. A busca e preocupação com a estabilidade, bastante pertinente, surgiram como discussão principal, deixando claro, a dificuldade de conciliar o desejo com o dinheiro.
A preocupação da família com o futuro do jovem faz com que decidam por ele, dificultando sua autonomia. Também foi relatado que ao mesmo tempo surge muita ansiedade na intenção de ajudar e apesar disso é possível perceber aonde chegar, exigindo de cada um constante reflexão. E para finalizar concluíram que como não existem fórmulas e manuais, o importante é acompanhá-los e constantemente rever suas intervenções.


Viver é isso: Ficar se equilibrando o tempo todo, entre escolhas e consequências." Jean Paul Sartre

segunda-feira, 10 de setembro de 2012

ITA e a Humanização de Estudantes


Tive grata surpresa quando num outro dia lendo o jornal O Globo encontrei a reportagem, onde o reitor do ITA, Instituto Tecnológico da Aeronáutica, Carlos Américo Pacheco fala da reestruturação dos cursos de graduação para o próximo ano. A tentativa é de aliar o aprendizado técnico com habilidades sociais. Parabenizo a iniciativa e acredito que outras universidades, cursos, institutos deveriam seguir esse exemplo.
Antes de compartilhar essa entrevista quero acrescentar a passagem do livro “Desenvolvimento Interpessoal”, da Fela Moscovici que ilustra bem essa reportagem.
“A competência técnica para cada profissional não é posta em dúvida, claramente todos reconhecem que o profissional precisa ser competente em sua área específica de atividade. A competência interpessoal, porém, só é reconhecida para algumas categorias profissionais notórias, tais como assistência social, psicoterapia, magistério, vendas...
Em cada profissão, na verdade, os dois tipos de competência são necessários, embora em proporções diferentes”.
Vamos à reportagem!
Retirada na íntegra do site:

ITA vai mudar cursos de graduação para ‘humanizar’ estudantes
Reitor da universidade diz que ideia é aliar técnica com habilidades sociais.
Mudanças devem começar no segundo semestre de 2013.
Carolina TeodoraDo G1 Vale do Paraíba e Região
Reitor Carlos Américo Pacheco quer mudar cursos
no próximo ano (Foto: Carolina Teodora/G1)












Uma das melhores e mais tradicionais universidades do país, o Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA), em São José dos Campos (SP), irá reestruturar os cursos de graduação no próximo ano para tentar “humanizar” seus alunos.
O objetivo da reformulação, segundo o reitor, Carlos Américo Pacheco, é aliar o aprendizado técnico com habilidades sociais para aumentar a capacidade dos 
alunos de trabalhar em grupo e lidar com desafios. Para isso, serão ministrados cursos extracurriculares. A grade também deverá sofrer alterações. Uma comissão formada por 18 especialistas de dentro e fora da instituição, como do Instituto de Tecnologia de Massachussetts (MIT), estuda como implantar as mudanças.
Segundo Pacheco, a proposta de alterar o aprendizado da universidade tem gerado polêmica entre os educadores e professores do instituto. Mas a mudança deve começar já no segundo semestre de 2013.
“Queremos dar outras dimensões para os currículos para ir além da base técnica. Nossos alunos são muito bons em ‘hard skills’, como chamamos no meio acadêmico. Mas acho que faltam os ‘soft skills’ (competências pessoais). Trabalhamos pouco isso hoje”, diz Pacheco. Segundo ele, as mudanças não vão diminuir a qualidade dos cursos.
São duas as principais propostas em estudo para viabilizar a mudança: a criação de um Centro de Inovação, um laboratório que visa aproximar os alunos à dinâmica das principais empresas do país, e a implantação de cursos mais abrangentes, como engenharia de sistemas.
A mudança dará fim a uma tradição de 62 anos da instituição, considerada o berço da elite da engenharia brasileira, com seis cursos consolidados – aeronáutica, aeroespacial, computação, civil aeronáutica, mecânica aeronáutica e eletrônica.
'Outro patamar'
Dono do grupo Poliedro, o engenheiro aeronáutico Nicolau Arbex Sarkis, formado no ITA na turma de 1992, elogia a mudança proposta. "O engenheiro precisa ter uma formação ampla. Além dos números, é preciso sensibilidade para administrar pessoas", diz.
"A capacidade de trabalhar em grupo, de liderança e de relacionamento são os aspectos mais importantes da vida profissional. E justamente estes aspectos são, há tempos, os mais criticados nos engenheiros formados no ITA. O novo projeto vai proporcionar uma bem-vinda mudança no perfil do profissional e elevar os engenheiros formados pelo ITA a outro patamar", afirma.
Segundo Sarkis, "aliar a formação técnica já existente no ITA com a formação humana é o que todo profissional deseja e toda empresa necessita".
Concorrência acirrada
O vestibular do ITA atraiu no ano passado 9.337 candidatos interessados nas 120 vagas abertas dos cursos de graduação (uma concorrência de mais de 77 pessoas por vaga). A meta é dobrar para 240 as vagas abertas nos cursos a partir de 2014.
O ITA irá assinar em agosto um convênio de R$ 300 milhões com o Ministério da Educaçãopara ampliar as instalações da universidade. As obras devem começar em outubro e serão executadas ao longo de quatro anos.
O projeto prevê a construção de um novo alojamento para os estudantes, novas bibliotecas, laboratórios e salas de aula. Fundado em 1950, o ITA é a única universidade do Brasil em que os formandos obtiveram o conceito ‘A’ em todos os cursos e em todas as edições do Enade (Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes), o antigo Provão.




terça-feira, 4 de setembro de 2012

Proposta de Análise Vocacional


Imagem do google
Quero detalhar um pouco mais, a forma que conduzo o trabalho de Análise Vocacional em meu consultório. Alguns pais ou jovens ligam pedindo que eu faça um teste vocacional e lhes diga qual a profissão seguir. Algumas escolas acreditam que somente trazendo profissionais para dar informações sobre as profissões e para contarem suas experiências de escolha é o suficiente para que eles optem por alguma profissão. A informação é necessária nesse processo, mas não podemos utilizar somente esta ferramenta.  Devemos ter cuidado para que, em vez de ajudar, acabar confundindo ainda mais. Decidi então convidá-los para um encontro e explico como é o trabalho.
O primeiro ponto que acredito ser importante pensarmos – no que for possível para ele no momento - quem é o sujeito que me procura e sua história de vida.
Pensar sobre esse momento da passagem da escola secundária para a universitária, da vida infantil para a adulta. Começar a construir seu projeto de futuro profissional. Desmistificar preconceitos em relação a algumas profissões, que muitas vezes o impossibilita de seguir o caminho de seu desejo. Debater sobre seus medos e fantasias acerca do futuro.
Falar sobre a importância da satisfação pessoal e realização financeira, se estas podem ou não andar juntas. Pensar que outras formas de profissionalização são possíveis além de um curso universitário, abrindo possibilidades aos cursos técnicos, não limitando suas opções as carreiras que são socialmente aceitas como Medicina, Engenharia e Direito.
Refletir sobre a incondicional importância do autoconhecimento, sobre aspectos de sua personalidade e entrar em contato com interesses e habilidades que possui, fazendo uma relação com algumas profissões.
Debater sobre o ato da escolha e suas implicações, do que abrir mão. Esse ponto, para o jovem, é difícil, pois várias perdas ocorrem na adolescência (corpo infantil, pais idealizados na infância). Fazê-lo perceber de que algumas opções não se perdem, apenas “guarda-se” para algum outro tempo ou canaliza-se para uma possibilidade dentro de um hobby.
Enfim, é uma série de questões ricas, profundas e de extrema importância, que poderíamos levar muitos encontros debatendo sem nos preocuparmos com testes ou laudos que acabam direcionando a vida do jovem. E por tudo isso, que o que nós profissionais da área podemos fazer é ajudá-los a pensar, a decidir suas próprias vidas.

domingo, 19 de agosto de 2012

A diferença entre a Graduação Tecnológica e a Graduação Tradicional

Esta semana postei um vídeo da Elisângela Dias, Gestora de Recursos Humanos, onde ela relata sua experiência profissional, levando-nos a refletir sobre as diferenças entre os cursos Tecnológico e Bacharelado.
Vamos ao vídeo!

domingo, 12 de agosto de 2012

Profissões em alta


“É preciso procurar algo que una trabalho e prazer.”
Ivo Pitanguy, médico

            Vou apresentar a vocês trecho de um livro Guia Megazine de Profissões de Valquíria Daher – Ediouro. Ela fala das profissões que estão em alta no mercado, pois acredito ser importante essa informação, mas penso que o jovem tem que ter cuidado para não ser o único critério de sua escolha. Alguns optam apenas visando “o mercado” ou que “dê muito dinheiro”. E muitas vezes o que agora está em alta, daqui a 10 anos, poderá não estar. Vamos ao texto!

Profissões em alta
Não há como – ao menos comprovadamente – prever o futuro. E, muitas vezes, projeções para os próximos cinco ou dez anos podem soar absurdas exatamente daqui a cinco ou dez anos. Mas empresas da área de recursos humanos costumam acertar quando apostam no crescimento do mercado de trabalho de determinadas áreas. E não é à toa: esses consultores não praticam futurologia, mas baseiam suas previsões na evolução da economia e, principalmente nas demandas das empresas, que sempre dão sinais sobre as áreas em que surgirão mais oportunidades nos próximos anos. ...os setores mais comumente apontados como promissores, num futuro próximo, vão da estética ao petróleo e abrangem diversas profissões.

Agronegócios: ...médicos veterinários, engenheiros agrônomos, zootecnistas, entre muitas outras carreiras. Como a exportação de produtos agropecuários é crescente, quem trabalhar com comércio exterior nessa área também pode encontrar oportunidades.

Preparação física: o culto ao corpo e a busca de uma vida saudável já são processos irreversíveis para a parcela mais abastada da população. Por isso quem quer trabalhar em academias, dando aulas coletivas ou como personal trainer, não encontrará dificuldades para entrar no mercado. O trabalho com idosos e com pessoas que buscam formas alternativas de exercícios – como pilates – deve se expandir. ...profissionais de educação física, mas também fisioterapeutas.

Meio ambiente: As indústrias continuarão sendo pressionadas a ter mais cuidado com o meio em que vivemos, beneficiando, entre outras profissões, diversas engenharias, como a ambiental, a florestal e a química. Biólogos, oceanógrafos, entre outros, também encontrarão oportunidades.
Petróleo e gás: Essa tendência continua e ainda há demanda por mão-de-obra especializada, tanto que a própria Petrobrás costuma investir na formação de seus contratados. Engenheiros químicos, de petróleo e mecânicos estão entre os beneficiados, assim como os geólogos.

Informática e tecnologia: em alta há muitos anos, o setor de informática permanecerá aquecido no futuro. Quem seguir carreiras como engenharia da computação, sistemas de informação, tecnologia da informação e ciência da computação tem boas chances de entrar no mercado.

Gerontologia: a boa notícia do aumento da expectativa de vida da população beneficia diretamente profissionais que lidam com a saúde dos idosos. Médicos geriatras, clínicos gerais e fisioterapeutas, por exemplo, devem encontrar oportunidades trabalhando em consultórios, em clínicas e em hospitais.

Estética: Com a popularização de tratamentos e cirurgias estéticas, expandiu-se, ainda mais, o campo para dermatologistas e cirurgiões plásticos. Os dentistas que trabalham com estética também são beneficiados por essa tendência crescente.

Responsabilidade social: preocupadas em contribuir com a sociedade e também – por que não? – em melhorar sua imagem institucional, cada vez mais empresas investem em programas na área de educação, cultura e meio ambiente. Dada a diversidade de projetos, muitas carreiras podem ser beneficiadas com essa tendência, principalmente administradores de empresa, engenheiros de produção, assistentes sociais, educadores e psicólogos.

Turismo: bonito por natureza, o Brasil deve ver circulando mais turistas – estrangeiros e brasileiros – interessados em roteiros ecológicos. O principal beneficiado é o graduado em turismo, mas biólogos e geógrafos também podem trabalhar no setor, devido à sua formação com ênfase no meio ambiente.

Saúde alternativa: A busca do bem-estar e da prevenção de doenças por meio de métodos que fogem à medicina tradicional está cada vez maior. Portanto, o campo para medicina alternativa e para a ortomolecular também deve aumentar nos próximos anos. Práticas como a bioenergética também estarão em alta, beneficiando, principalmente, psicólogos.

sexta-feira, 3 de agosto de 2012

Dedicação no Trabalho x Qualidade de Vida

O texto abaixo foi retirado do site:
No meio corporativo, existe o consenso de que ter um bom desempenho no trabalho depende muito da qualidade de vida. Além de receber um bom salário ou benefícios vantajosos, atualmente é muito importante se sentir bem no ambiente em que atua. O lado financeiro é importante, mas, há tempos, não é mais o fundamental.
A pessoa organizada, que sabe administrar o próprio tempo e que consegue conciliar as diversas áreas da vida, estará, consequentemente, ganhando qualidade em todas elas. Isso está relacionado à família, trabalho e saúde. Tendo equilíbrio nestas esferas, o profissional irá performar melhor, conquistar melhores resultados e será mais feliz.
Trabalhar diariamente apenas pela questão monetária não é o ideal. O indivíduo deve listar atitudes e atividades para que possa se sentir bem consigo mesmo. “Tenho percebido que a questão do tempo é uma peça-chave. É tentar se desligar de assuntos relacionados à profissão nos períodos de folga e, dentro do dia, fazer coisas que gosta. É importante também ter uma relação boa com a equipe e com os demais colegas de trabalho”, aponta Cecília Shibuya, vice-presidente da Associação Brasileira de Qualidade de Vida (ABQV).
Não adianta o profissional pensar que não será cobrado por seu desempenho, pois a competitividade do mercado é cada vez maior. Traçar metas é essencial e a pessoa deve fazer um planejamento de seus objetivos para evitar estresse e ansiedade. O mais adequado é alinhar as necessidades do dia a dia para que transcorram da melhor forma a fim de viver com mais satisfação.
Além do estresse decorrente das pressões e responsabilidades, o ambiente de muitas organizações não é saudável. Isto acarreta em diversos impactos negativos como o presenteísmo (estar no trabalho, mas com a mente desconectada das atividades), absenteísmo (faltar no trabalho), afastamentos por doença e, consequentemente, queda no nível de produtividade como um todo.  “O trabalho é uma fonte de realização e as pessoas devem gostar do que fazem. Se aquilo que o profissional tem, considera não ser benéfico, é preciso buscar outra possibilidade. Se sentir mal no trabalho afeta o lado afetivo, intelectual, familiar, e a pessoa acaba adoecendo”, explica.
Autor: Caio Lauer
Fonte: Dedicação no trabalho x qualidade de vida | Portal Carreira & Sucesso